domingo, 14 de agosto de 2011

Metáfora.

Acordei, amarrei meu sapato e fui.
Fiz isso todos os dias por 18 anos.
Mas espera... eu dormi de sapato?

Ignorada e ignorante.

Ignorante seria, ou alguém com deficiência de fundamentos sólidos, bem como incapaz de argumentar e opinar, por ter uma ausência de informações; ou poderia ser alguem rude, de modos grosseiros, grotescos, primários.
Mas como eu consigo me classificar como uma ignorante sem ter nenhuma das características acima?
A derivação da palavra "ignorar" foi ignorada?
Eu sou uma "desprezante", eu desprezo as pessoas. Eu sou "ignorante" porque eu ignoro as pessoas, bem como sou ignorada.
Mas sou ignorante por ser ignorada ou sou ignorada por ser ignorante?

domingo, 7 de agosto de 2011

Por uma vida mais Almodóvar.

Só tem drama nesse mundo.
Vontade de sair pintando tudo quanto é coisa só pra lembrar que o estado monocromático em que nos encontramos não é para sempre e que podemos sair e voltar para ele a hora que quisermos.
É, voltar. Por que as vezes tudo muito colorido estimula meu daltonismo.

sábado, 6 de agosto de 2011

De sábado para domingo.

Tudo que eu preciso é de um relaxante múscular (ou 4), uma bebida quente, (ou 5) e uma cama.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O negócio é o seguinte:

Hoje é sexta, a sensação térmica é de 7ºC e vai passar Ghost na tv.
Então não me venha com essa mala pesada cheia de mágoa que hoje, hoje eu sou só um sofá.

Quando as pessoas falam: 'Você sabe como eu sou...'

Não, eu não sei como você é. E se ja pesa em mim não saber como eu sou, espero nunca querer saber o que se passa com o outros.
Um 'Eu te entendo' me desperta mais simpatia.
Se não me entende, não fale. E se não me conhece, não diga que sabe.
Digo e repito: ninguem me conhece.

edaduas.

Ode ao narrador onisciente.

Impregnado de pensamentos alheios, sabe exatamente o que virá a seguir.
Digo com veemência que te invejo.
Queria só por um dia largar esse meu posto de personagem para assumir o seu lugar.
Tenho algo a me dizer.
Vou falar para dentro para ver se escuto melhor.
Vou tomar uma água pra ver se desce melhor.
Vou dar uma volta para ver se entendo.
Ou leio uma revista velha.
Posso ir até sua casa ver se você me ajuda.
Mas esqueci que você ja foi.

O porque de eu ler o horóscopo.

É humanamente impossível prever o futuro com total certeza. Bem como é humano acreditar em algo, mesmo que esse algo seja 'não acreditar em nada'. Aquela necessidade de se apegar a alguma coisa além de um animal de estimação mas mais simples que uma bíblia.
Um ideal. Não uma ideologia, mas sim um ideal. Um objetivo que fará você acordar todos os dias com a mesma dose de preguiça, mas com muito mais estímulo.
Eu sou de sagitário e quero saber se é hoje que vai acontecer algo de grandioso comigo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pra colar na geladeira.

"No início tudo parecia engraçado: havia se divertido muito, vivendo perigosamente, se arriscando ao extremo, enriquecendo com investimentos de longo prazo e altas taxas de retorno e, no geral permanecendo vivo enquanto os outros morriam.
Contudo, no final foram as tarde de domingo que se tornaram insuportáveis: aquela sensação de não ter absolutamente nada para fazer que se instala em torno das 14h55, quando você sabe que ja tomou um número mais que razoável de banhos naquele dia, quando sabe que, por mais que tente se concentrar nos artigos dos jornais, você nunca conseguirá lê-los nem colocar em prática a nova e revolucionária técnica de jardinagem que eles descrevem, e quando sabe que, enquanto olha para o relógio, os ponteiros se movem impiedosamente em direção as 16h e logo você entrará no longo e sombrio entardecer da alma.
A partir daí as coisas começaram a perder o sentido. Os sorrisos alegres que costumava distribuir em funerais dos outros começaram a sumir. Aos poucos, começou a desprezar o Universo em geral e cada um de seus habitantes em particular.
Foi então que concebeu seu objetivo, aquilo que o faria prosseguir para todo o sempre. Era o seguinte:
Iria insultar o Universo."



Obrigada Douglas Adams por ilustrar os últimos meses e os próximos meses e os meses depois dos próximos meses.

Doce agridoce.

As vezes, se fazer de desentendida e fingir que essa sazonalidade sua não está a cada palavra que você profere é a melhor opção.