quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Ground control for Major Thays.

(Play me)





Te escrevo dessa vez sobre minhas últimas semanas. Ando interrompendo as coisas que faço frequentemente. Percebi que a minha desmotivação é inversamente proporcional ao meu apego rápido. Preciso parar com isso, sabe? Tô com umas preocupações na cabeça, você sabe como é. Não sou eu se não tiver uns motivos aqui e lá para me tirar o sono. A Petit esvaziando no quarto está fazendo papel de ampulheta. Imagino como minha vida estará quando ela estiver de tudo vazia. Será que já terei comprado "A ascensão do Governador"? Faz o quê?  Uns 3 meses desde que nos despedimos na rodoviária?
Tenho mentido. As pessoas me perguntam como estou e eu digo "Oh, bem." Mas minha vontade é de despejar tudo, como um balde cheio de água gelada. Mas isso espantaria a pessoa e ela nunca mais perguntaria como estou (apesar de eu saber que se trata de uma retórica). Me pergunto se no fundo escolhi a psicologia por achar que tratar os problemas dos outros é mais fácil que enfrentar os meus próprios. Não tenho me conhecido muito bem. A decisão que te disse ter tomado tem a ver com.
Enfim, não sei como terminar esse texto.
Sinto sua falta. Me cuida daí?

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O paradoxo das segundas.


Acho que todos deviam se depreciar às segundas várias vezes na vida. E ir de encontro às frustrações bem como as palmas das mãos num fim de espetáculo.
Longe de mim romantizar os dissabores; mas há um auto flagelo já veterano de ninho criado dentro de todos.
Engrandece.

Ares de setembro.

O vento levantou o pano estampado que enfeitava os meus motivos. Me debato diariamente com perguntas que não sei responder.
Meu nome é Ana e eu não sei pelo que choro.

Um trecho sobre coisas não ditas. (Part. I)

Penso de modo incoerente quando me distancio das tuas mãos. Uma evidência da minha maior fraqueza salientada pelos seus passos subentendidos, subversivos, submersos em uma realidade que ainda não me alcançou. E esse fato é para mim, um convite a me aprofundar nos cantos e pontas dentro de você. E te deitar na grama para olhar pra cima ou sentar na beirinha da calçada.

domingo, 2 de setembro de 2012