quinta-feira, 26 de abril de 2012

Thays,

Ontem por volta das 21h depois de umas cervejas com um amigo, fiquei pensando em todas as coisas ruins que já aconteceram. Não só comigo, mas também com as pessoas a minha volta.
Sentei no banco do metrô e lá fiquei por horas, com o celular na mão quase decorando minha lista de contatos e mergulhada num mar de acontecimentos. Não soube e não sei se saberei um dia descrever o que me aconteceu naqueles 200 minutos, mas enquanto as pessoas passavam por mim eu pensava nas pessoas que podia contar em diferentes situações.
Pensei também nas coisas que ficam presas no meu filtro mental e naquela hora, eu só queria alguém que se propusesse a abri-lo, lê-lo e limpá-lo.
Sou deficiente de contato físico. Sou deficiente de singularidade com o mundo. Sou deficiente de carinho na alma (e nos cabelos). Talvez isso tenha como consequência a minha falta de tato para alguns assuntos.
Semana passada pensei em te escrever uma carta, mas não sabia o que colocar nela. Essa sua mania de parecer bem no telefone se dá comigo na mesma intensidade, só que no papel. E a última coisa que eu quero é parecer repetitiva; não quero que enjoe de mim. 
Enquanto voltava para casa ontem, pensei em te mandar uma mensagem pelo celular, mas só tenho seu número de casa. Além do mais, você não tem cara de usar um.
Repare só em quantas vezes eu pensei e não fiz. Peço desculpas por isso.
Me convido a me redimir e tocar as costas das tuas mãos.


Sinceramente meu bem, não deixe o chá amargar. Imagina um mundo com o chá amargo?
Chá doce aquece o dia. Poderia conversar sobre o meu dia com o chá, poderia comentar sobre o que vi na rua hoje ou simplesmente cantar baixinho aquela música que me veio a mente.
Você é meu chá. E se você aceitar um ombro meio curvado pelo peso do mundo mas que não deixar de ser sincero e acolhedor, te dou o meu (em troca do teu colo para repousar a cabeça).


Te cuido a cada James Franco na tv, a cada morango e queria que você estivesse sentada na poltrona ao lado da minha.
E ainda bem que você sabe que mesmo não trocando muitas palavras, eu sempre procuro saber de você. 
Sou a favor de boletins diários nas caixas de mensagens.
Vou parar de ser acomodada e te fazer rir aos sábados.






"Você me falou pr'eu não me preocupar. Ter fé e ver coragem no amor."