Acordei, amarrei meu sapato e fui.
Fiz isso todos os dias por 18 anos.
Mas espera... eu dormi de sapato?
She says "You don't want to be like me. Don't wanna see all the things I've seen" I'm dying, I'm dying.
domingo, 14 de agosto de 2011
Ignorada e ignorante.
Ignorante seria, ou alguém com deficiência de fundamentos sólidos, bem como incapaz de argumentar e opinar, por ter uma ausência de informações; ou poderia ser alguem rude, de modos grosseiros, grotescos, primários.
Mas como eu consigo me classificar como uma ignorante sem ter nenhuma das características acima?
A derivação da palavra "ignorar" foi ignorada?
Eu sou uma "desprezante", eu desprezo as pessoas. Eu sou "ignorante" porque eu ignoro as pessoas, bem como sou ignorada.
Mas sou ignorante por ser ignorada ou sou ignorada por ser ignorante?
Mas como eu consigo me classificar como uma ignorante sem ter nenhuma das características acima?
A derivação da palavra "ignorar" foi ignorada?
Eu sou uma "desprezante", eu desprezo as pessoas. Eu sou "ignorante" porque eu ignoro as pessoas, bem como sou ignorada.
Mas sou ignorante por ser ignorada ou sou ignorada por ser ignorante?
domingo, 7 de agosto de 2011
Por uma vida mais Almodóvar.
Só tem drama nesse mundo.
Vontade de sair pintando tudo quanto é coisa só pra lembrar que o estado monocromático em que nos encontramos não é para sempre e que podemos sair e voltar para ele a hora que quisermos.
É, voltar. Por que as vezes tudo muito colorido estimula meu daltonismo.
Vontade de sair pintando tudo quanto é coisa só pra lembrar que o estado monocromático em que nos encontramos não é para sempre e que podemos sair e voltar para ele a hora que quisermos.
É, voltar. Por que as vezes tudo muito colorido estimula meu daltonismo.
sábado, 6 de agosto de 2011
De sábado para domingo.
Tudo que eu preciso é de um relaxante múscular (ou 4), uma bebida quente, (ou 5) e uma cama.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
O negócio é o seguinte:
Hoje é sexta, a sensação térmica é de 7ºC e vai passar Ghost na tv.
Então não me venha com essa mala pesada cheia de mágoa que hoje, hoje eu sou só um sofá.
Então não me venha com essa mala pesada cheia de mágoa que hoje, hoje eu sou só um sofá.
Quando as pessoas falam: 'Você sabe como eu sou...'
Não, eu não sei como você é. E se ja pesa em mim não saber como eu sou, espero nunca querer saber o que se passa com o outros.
Um 'Eu te entendo' me desperta mais simpatia.
Se não me entende, não fale. E se não me conhece, não diga que sabe.
Digo e repito: ninguem me conhece.
Um 'Eu te entendo' me desperta mais simpatia.
Se não me entende, não fale. E se não me conhece, não diga que sabe.
Digo e repito: ninguem me conhece.
Ode ao narrador onisciente.
Impregnado de pensamentos alheios, sabe exatamente o que virá a seguir.
Digo com veemência que te invejo.
Queria só por um dia largar esse meu posto de personagem para assumir o seu lugar.
Digo com veemência que te invejo.
Queria só por um dia largar esse meu posto de personagem para assumir o seu lugar.
O porque de eu ler o horóscopo.
É humanamente impossível prever o futuro com total certeza. Bem como é humano acreditar em algo, mesmo que esse algo seja 'não acreditar em nada'. Aquela necessidade de se apegar a alguma coisa além de um animal de estimação mas mais simples que uma bíblia.
Um ideal. Não uma ideologia, mas sim um ideal. Um objetivo que fará você acordar todos os dias com a mesma dose de preguiça, mas com muito mais estímulo.
Eu sou de sagitário e quero saber se é hoje que vai acontecer algo de grandioso comigo.
Um ideal. Não uma ideologia, mas sim um ideal. Um objetivo que fará você acordar todos os dias com a mesma dose de preguiça, mas com muito mais estímulo.
Eu sou de sagitário e quero saber se é hoje que vai acontecer algo de grandioso comigo.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Pra colar na geladeira.
"No início tudo parecia engraçado: havia se divertido muito, vivendo perigosamente, se arriscando ao extremo, enriquecendo com investimentos de longo prazo e altas taxas de retorno e, no geral permanecendo vivo enquanto os outros morriam.
Contudo, no final foram as tarde de domingo que se tornaram insuportáveis: aquela sensação de não ter absolutamente nada para fazer que se instala em torno das 14h55, quando você sabe que ja tomou um número mais que razoável de banhos naquele dia, quando sabe que, por mais que tente se concentrar nos artigos dos jornais, você nunca conseguirá lê-los nem colocar em prática a nova e revolucionária técnica de jardinagem que eles descrevem, e quando sabe que, enquanto olha para o relógio, os ponteiros se movem impiedosamente em direção as 16h e logo você entrará no longo e sombrio entardecer da alma.
A partir daí as coisas começaram a perder o sentido. Os sorrisos alegres que costumava distribuir em funerais dos outros começaram a sumir. Aos poucos, começou a desprezar o Universo em geral e cada um de seus habitantes em particular.
Foi então que concebeu seu objetivo, aquilo que o faria prosseguir para todo o sempre. Era o seguinte:
Iria insultar o Universo."
Obrigada Douglas Adams por ilustrar os últimos meses e os próximos meses e os meses depois dos próximos meses.
Contudo, no final foram as tarde de domingo que se tornaram insuportáveis: aquela sensação de não ter absolutamente nada para fazer que se instala em torno das 14h55, quando você sabe que ja tomou um número mais que razoável de banhos naquele dia, quando sabe que, por mais que tente se concentrar nos artigos dos jornais, você nunca conseguirá lê-los nem colocar em prática a nova e revolucionária técnica de jardinagem que eles descrevem, e quando sabe que, enquanto olha para o relógio, os ponteiros se movem impiedosamente em direção as 16h e logo você entrará no longo e sombrio entardecer da alma.
A partir daí as coisas começaram a perder o sentido. Os sorrisos alegres que costumava distribuir em funerais dos outros começaram a sumir. Aos poucos, começou a desprezar o Universo em geral e cada um de seus habitantes em particular.
Foi então que concebeu seu objetivo, aquilo que o faria prosseguir para todo o sempre. Era o seguinte:
Iria insultar o Universo."
Obrigada Douglas Adams por ilustrar os últimos meses e os próximos meses e os meses depois dos próximos meses.
Doce agridoce.
As vezes, se fazer de desentendida e fingir que essa sazonalidade sua não está a cada palavra que você profere é a melhor opção.
domingo, 3 de julho de 2011
Não entre em pânico.
Não sou a pessoa mais indicada a dar esse aviso, mas mesmo assim, o farei: Tem alguma coisa de muito errado nas pessoas.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Dia parcialmente nublado com possibilidade de chuva.
Venho dizer sobre o meu jeito peculiar de lidar com as coisas. Quase sempre confundido erroneamente com conformismo ou fuga. Mantenho meus braços sempre em movimento, esfrego uma mão na outra na tentativa de fazer o calor voltar a ela, ja que estão sempre gélidas. Mas o problema é que as pessoas tendem a associar a frieza das minhas mãos aos meus atos.
Pois fiquem sabendo vocês, que estão certos.
Pois fiquem sabendo vocês, que estão certos.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Dois pontos.
Presta atenção: essa sou eu crescendo. Essa sou eu fazendo o meu próprio café e dando risada sozinha. Essa sou eu correndo atras de quem eu me importo e comprando os meus próprios livros.
Posso não ser assim, tão evoluída, mas não é depressão se a vida for minha.
Posso não ser assim, tão evoluída, mas não é depressão se a vida for minha.
terça-feira, 14 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011

Voilà! In view, a humble vaudevillian veteran, cast vicariously as both victim and villain by the vicissitudes of Fate. This visage, no mere veneer of vanity, is it vestige of the vox populi, now vacant, vanished. However, this valorous visitation of a by-gone vexation, stands vivified, and has vowed to vanquish these venal and virulent vermin vanguarding vice and vouchsafing the violently vicious and voracious violation of volition. The only verdict is vengeance; a vendetta, held as a votive, not in vain, for the value and veracity of such shall one day vindicate the vigilant and the virtuous. Verily, this vichyssoise of verbiage veers most verbose so let me simply add that it's my very good honor to meet you, and you may call me V.
Pois é, não deu.
Sai disso e me escuta. Engolir conceitos não é fácil. Entenda que uma idéia nunca morre, e você sabe como eu sou. Não associa isso a minha idade ao a marca do meu tênis. Afinal, o que isso vai mudar na minha condição de ser humano?
Juro que me pergunto como podemos pensar tão diferentemente.
Esses dias dar todo esse seu amor e essa suposta compreenção pro cachorro tem sido mais fácil, não é verdade?
Tudo bem.
Juro que me pergunto como podemos pensar tão diferentemente.
Esses dias dar todo esse seu amor e essa suposta compreenção pro cachorro tem sido mais fácil, não é verdade?
Tudo bem.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Ambiguidade.
Aí nós paramos em frente a árvore mais seca da praça. E ficamos horas ali, divagando sobre nada intercalando com o silêncio.
Mas ambas pensando: "Como ela está linda hoje."
Mas ambas pensando: "Como ela está linda hoje."
sábado, 4 de junho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Selo.
Hoje é sábado e eu recebi um selo da queríssima gaúcha Cândida Matos, dona do blog OPEN YOUR MIND. Agradeço a ela, a todos os blogs que sigo, a vida, o universo e tudo mais!
E as regras são: postar a imagem do prêmio;

postar o link do blog que me premiou, o que ja foi feito, publicar as regras, indicar blogs ao prêmio, e avisar aos indicados.
Por fim, indico o O PÉ DO SILÊNCIO e o GAVETAS.
E as regras são: postar a imagem do prêmio;
postar o link do blog que me premiou, o que ja foi feito, publicar as regras, indicar blogs ao prêmio, e avisar aos indicados.
Por fim, indico o O PÉ DO SILÊNCIO e o GAVETAS.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Ele não gosta da Yoko.
Todo dia cruza a sala com a mesma expressão. De muitas histórias, de poucos amigos. De muito azul no olho e vulnerabilidade nas pernas. Dono de uma educação singular, digna de um rei.
Metódico, rotineiro e sozinho, mas quis assim.
Metódico, rotineiro e sozinho, mas quis assim.
Marvin.
" - Ah, a vida - disse Marvin, lúgebre. - Pode-se odiá-la ou ignorá-la, mas é impossível gostar dela."
domingo, 1 de maio de 2011
Divagando sobre algo não necessariamente existente enquanto percebo depois de anos que eu nunca tive uma sacada.
Sem companhia e meio torta, mas ainda pensando.
sábado, 23 de abril de 2011
Queria ser Marina.
Marina não conhece você. No dia em que você deveria ter passado despercebida por seus olhos e ter sido computada como alguem indiferente, ela preferiu dormir até mais tarde. No dia em que vocês estariam no mesmo corredor do mesmo mercado, Marina desistiu de fazer compras. Quando vocês acidentalmente iriam entrar no mesmo vagão do metrô, Marina chegou 3 segundos atrasada e as portas se fecharam. Quando vocês iriam se encontrar andando em sentidos diferentes na mesma calçada, Marina atravessou a rua pois achava que estava sendo seguida.
Marina nunca conhecerá seu egoísmo nem tampouco seu corte de cabelo. Não faz nenhuma diferença para ela. Será só mais alguem somado ao resto da população da Terra que ela nunca saberá da existência.
Marina nunca conhecerá seu egoísmo nem tampouco seu corte de cabelo. Não faz nenhuma diferença para ela. Será só mais alguem somado ao resto da população da Terra que ela nunca saberá da existência.
Inception.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Um breve discurso sobre amizade.
Querendo ou não, eu vou tomar suas dores. Querendo ou não, eu sempre vou procurar saber de você. Se está feliz, se está insatisfeito, se te falta algo. De longe, de perto, tanto faz.
Só quero que saiba que enquanto eu estiver aqui, pode ser de pé ou deitada, eu vou querer teu bem. Me perdoa se não demonstro muito, mas abraços são grandes demais para caber em cartas.
Só quero que saiba que enquanto eu estiver aqui, pode ser de pé ou deitada, eu vou querer teu bem. Me perdoa se não demonstro muito, mas abraços são grandes demais para caber em cartas.
(Para todos os meus amigos e irmãos, em especial, P. Morello)
domingo, 17 de abril de 2011
Aonde quer chegar?
Olha, eu não sei sou eu ou se é o domingo, mas eu realmente não quero lidar com isso agora.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Dia, bom dia.
A luz de um sol recém nascido entra discretamente pela janela. E não me encomoda nem um pouco saber que daqui a pouco vai chover.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Carta.
Thays,
Dói sim, como você sabe? Começou sem um sentido evidente, sem nexo. E essa busca por esse sentido perdido tem me consumido como uma lâmpada ligada 24 horas por dia, alimentada por energia. E infelizmente, essa energia me pertence. Dói em lugares que não posso alcançar. Dói até em lugares que eu nem sabia que tinha. Estou com dificuldades de deixar as coisas para traz. E me pergunto se isso é realmente possivel. É? Tenho uma teoria, mas ela é tão grande que terei de deixar para outra carta.
Confesso que tenho me deixado convencer a ir pelo caminho mais fácil de trilhar. E nesse caminho nem sempre há o amor. As vezes acho que estamos brincando de se esconder um do outro. Tenho feito tanto isso ultimamente, que estou acostumada a não achá-lo, e me pergunto 'o que farei quando o encontrar'? Vou sentir uma brisa. Sabe aquela brisa? Uma brisa que só o amor consegue soprar? Tão gostosa, tão docinha, tão... amor.
Mas ta tudo bem. Eu to bem. Você ta bem? Continua vendo desenhos em nuvens? Sua coleção de canecas aumentou? Espero que sim!
PS: Eu ainda tenho salvação, eu sei disso. E eu estou começando a colecionar tudo o que há de bom dentro de mim, para que em dias difíceis, eu possa me apegar a alguma coisinha feliz.
Dói sim, como você sabe? Começou sem um sentido evidente, sem nexo. E essa busca por esse sentido perdido tem me consumido como uma lâmpada ligada 24 horas por dia, alimentada por energia. E infelizmente, essa energia me pertence. Dói em lugares que não posso alcançar. Dói até em lugares que eu nem sabia que tinha. Estou com dificuldades de deixar as coisas para traz. E me pergunto se isso é realmente possivel. É? Tenho uma teoria, mas ela é tão grande que terei de deixar para outra carta.
Confesso que tenho me deixado convencer a ir pelo caminho mais fácil de trilhar. E nesse caminho nem sempre há o amor. As vezes acho que estamos brincando de se esconder um do outro. Tenho feito tanto isso ultimamente, que estou acostumada a não achá-lo, e me pergunto 'o que farei quando o encontrar'? Vou sentir uma brisa. Sabe aquela brisa? Uma brisa que só o amor consegue soprar? Tão gostosa, tão docinha, tão... amor.
Mas ta tudo bem. Eu to bem. Você ta bem? Continua vendo desenhos em nuvens? Sua coleção de canecas aumentou? Espero que sim!
PS: Eu ainda tenho salvação, eu sei disso. E eu estou começando a colecionar tudo o que há de bom dentro de mim, para que em dias difíceis, eu possa me apegar a alguma coisinha feliz.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Afinidades utópicas.
Do modo mais discreto possível e para evitar que isso se expanda de uma maneira desnecessária. Até porque, nossas conversas já não tem mais nenhum fundamento. Sabe, eu ja não escrevo mais sobre você. Meu tempo ja não é mais tão longo como antes e tenho me ocupado com outras coisas.
Deixa seu egocentrismo de lado só um pouquinho. É difícil, eu sei. Mas só tenta.
Se conseguir, me chama. Ainda moro no mesmo lugar.
Deixa seu egocentrismo de lado só um pouquinho. É difícil, eu sei. Mas só tenta.
Se conseguir, me chama. Ainda moro no mesmo lugar.
domingo, 10 de abril de 2011
The Cheval Glass
sábado, 9 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Mas há crianças, há sorrisos, há o Maraca domingo.
O panorama não agrada, mas não há porque se desesperar. Pela simples noção de que é uma dádiva estar vivo, de que os caminhos são lindos, e é necessário caminhar.
Forfun
Rio de Janeiro, 07 de abril de 2011.

É com muito pesar e lágrimas nos olhos, que venho escrever sobre outro tipo de melancolia. Até o dia de hoje, acho que nunca havia experimentado outro tipo de sensação melancólica a não ser aquela de linha proveniente do egoísmo dos meus problemas.
Hoje eu não choro pelo meu amor não correspondido, pela homofobia que sofro da minha família ou pelo meu tédio. Hoje eu choro por algo realmente importante.
Choro por crianças assasinadas covardemente com tiros na cabeça, e por suas famílias. Crianças que foram privadas de viver. Crianças que acordaram cedo pela última vez, que tomaram seu último leite, que comeram seu último biscoito, deram um último beijo no rosto de suas mães, um último abraço e até talvez um último 'eu te amo', entraram na escola, imploraram por suas vidas diante de um monstro e sairam carregadas para o IML.
Seres humanos tão relativamente frágeis tornaram-se alvo de alguem que pode ser considerado como a escória do mundo (ou menos).
Eu penso que poderia ser algum dos meus primos, ou até mesmo eu.
A gente reclama de mão cheia das nossas vidas. A verdade é que nós nunca estamos satisfeitos.
Para e vê que não existe nada mais valioso que a vida. Seja a nossa, ou das pessoas que você ama.
Porra, foda-se se você não tem dinheiro. Dinheiro não tras as pessoas de volta. Dinheiro não cura.
DOE SANGUE: http://www.hemorio.rj.gov.br/
quarta-feira, 6 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Ana feat. edredom.
Escrevia cartas sem destinatário só para me distrair. Saia de casa só para ver quem estava lá fora. Abria meu e-mail uma vez no mês. Falava ao telefone entre uma coisa e outra. Agora tudo o que eu penso fica trancado entre as paredes do meu crânio, o cobertor ja faz o papel de quarta camada da minha pele e eu não tenho tido a mínima vontade de sair de casa aos fins de semana.
To variando.
Algo entre a primeira fatia do pão de forma e um otimismo excessivo que não me pertence.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Amor.
"No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera."
LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Rio de Janeiro. Rocco, 2001.
terça-feira, 29 de março de 2011
Como tornar-se irrelevante antes dos 20.
Por Ana C. Marques.
Começo com o prólogo. Sem agradecimentos. Sigo para o capítulo 1 entitulado 'Seja invisível', onde ensino as técnicas iniciais. Trabalharei com o segundo e o terceiro capítulo com cautela, sendo eles 'Preguiça, minha melhor amiga' e 'Não defendo idéias' respectivamente.
WARNING: SE O LEITOR NAMORA, NÃO DEVE SEGUIR PARA O CAPÍTULO 4. E SE SEGUIR, O AUTOR NÃO SE RESPONSABILIZA POR DANOS POSSIVELMENTE CAUSADOS. ESSA FASE DO LIVRO É ALTAMENTE RECOMENDADA PARA PESSOAS CUJO CORAÇÃO ENCONTRA-SE EM ESTADO VEGETATIVO QUASE PARANDO. DADO OS AVISOS, CONTINUAMOS.
Capítulo 4: 'Afeto a.k.a morte' Neste capítulo mostro como o afeto estraga tudo. Seguimos para o quinto capítulo 'Regras da indiferença'. Considero esse capítulo como o mais interessante e importante. Tornando-se indiferente com tudo e todos, o leitor receberá em troca desprezo, falta de consideração e é lógico, indiferença. Quinto e último capítulo: 'SEASON FINALLE: Saiba se você é ou não irrelevante'. Para encerrar, elaborei um quiz com perguntas básicas, como por exemplo 'O QUE VOCÊ FEZ NA SEXTA FEIRA PASSADA?' As respostas deverão ser baseadas verdadeiramente em seu cotidiano. SEM MENTIRAS.
Começo com o prólogo. Sem agradecimentos. Sigo para o capítulo 1 entitulado 'Seja invisível', onde ensino as técnicas iniciais. Trabalharei com o segundo e o terceiro capítulo com cautela, sendo eles 'Preguiça, minha melhor amiga' e 'Não defendo idéias' respectivamente.
WARNING: SE O LEITOR NAMORA, NÃO DEVE SEGUIR PARA O CAPÍTULO 4. E SE SEGUIR, O AUTOR NÃO SE RESPONSABILIZA POR DANOS POSSIVELMENTE CAUSADOS. ESSA FASE DO LIVRO É ALTAMENTE RECOMENDADA PARA PESSOAS CUJO CORAÇÃO ENCONTRA-SE EM ESTADO VEGETATIVO QUASE PARANDO. DADO OS AVISOS, CONTINUAMOS.
Capítulo 4: 'Afeto a.k.a morte' Neste capítulo mostro como o afeto estraga tudo. Seguimos para o quinto capítulo 'Regras da indiferença'. Considero esse capítulo como o mais interessante e importante. Tornando-se indiferente com tudo e todos, o leitor receberá em troca desprezo, falta de consideração e é lógico, indiferença. Quinto e último capítulo: 'SEASON FINALLE: Saiba se você é ou não irrelevante'. Para encerrar, elaborei um quiz com perguntas básicas, como por exemplo 'O QUE VOCÊ FEZ NA SEXTA FEIRA PASSADA?' As respostas deverão ser baseadas verdadeiramente em seu cotidiano. SEM MENTIRAS.
do not
Estava tudo sob controle até eu ler. Eu estava tranquila. Tinha até molhado as plantas e fumado só um cigarro. Eu queria ter pego o meu livro e saido andando como se nada estivesse sendo bombardeado dentro de mim. Mas foi exatamente ao contrário.
sábado, 26 de março de 2011
I lost my mojo.
Quando sua cabeça ja está toda fodida, escrever é a única coisa que lhe resta.
Mas e quando lhe tiram isso tambem?
Mas e quando lhe tiram isso tambem?
quinta-feira, 24 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
O ato de desistir e ser mal compreendido.
Numa mesa de bar, comentei que ia desistir.
- Porque?
- Não dá mais.
- Para de ficar fugindo de tudo. Para de dar as costas pros seus problemas.
- E quem falou em fugir? Quem falou em dar as costas? Só vou deixar como está. Sem lutar.
- Coisa de gente fraca, isso sim. Mais duas cervejas.
- As vezes é preciso desistir.
- Mas ela não quer.
- Ela não quer muitas coisas. Tem isqueiro?
- Inventando desculpas para desistir. Típico.
- Você não sabe como dói... você...
- ...
- Esquece.
- Porque?
- Não dá mais.
- Para de ficar fugindo de tudo. Para de dar as costas pros seus problemas.
- E quem falou em fugir? Quem falou em dar as costas? Só vou deixar como está. Sem lutar.
- Coisa de gente fraca, isso sim. Mais duas cervejas.
- As vezes é preciso desistir.
- Mas ela não quer.
- Ela não quer muitas coisas. Tem isqueiro?
- Inventando desculpas para desistir. Típico.
- Você não sabe como dói... você...
- ...
- Esquece.
O último livro da segunda prateleira.
Esse livro conta a história de um homem sortudo. Não derivava de família rica e nem tampouco possuia bens valiosos, mas o que o fazia sortudo mesmo eram as oportunidades que lhe batiam a porta.
Mas por algum motivo, ele não pedia para a oportunidade entrar e ficar a vontade enquanto passava um café. O homem simplesmente dava as costas, como se a oportunidade fosse um vendedor ambulante chato oferecendo um produto inútil. A verdade é que o homem ja estava acostumado com ela lhe batendo sempre a porta, sempre com uma proposta diferente. Mas em uma manhã de janeiro, ele não ouviu sua campainha tocar. E ficou se perguntando o porquê.
Dias como esse se repetiram por muito tempo. O homem, ja velho olhou a sua volta. Nada. Nada além de um antigo sortudo.
Mas por algum motivo, ele não pedia para a oportunidade entrar e ficar a vontade enquanto passava um café. O homem simplesmente dava as costas, como se a oportunidade fosse um vendedor ambulante chato oferecendo um produto inútil. A verdade é que o homem ja estava acostumado com ela lhe batendo sempre a porta, sempre com uma proposta diferente. Mas em uma manhã de janeiro, ele não ouviu sua campainha tocar. E ficou se perguntando o porquê.
Dias como esse se repetiram por muito tempo. O homem, ja velho olhou a sua volta. Nada. Nada além de um antigo sortudo.
quarta-feira, 9 de março de 2011
O porquê das unhas roídas.
O perfume natural que seu cabelo exala as vezes vem me lembrar, sem compromisso, que não se pode insistir em algo que cada célula do seu corpo sabe que não vai dar certo. Teu semblante ainda me enfia borboletas goela a baixo. Mas chega, chega. Este é o meu limite. Não faço por ti, faço por mim.
E agora, essa sou eu. Questionando a vida e olhando para todos os lados. Com uma xícara na mão esquerda e roendo as unhas da mão direita.
E agora, essa sou eu. Questionando a vida e olhando para todos os lados. Com uma xícara na mão esquerda e roendo as unhas da mão direita.
domingo, 6 de março de 2011
Sobre destruir sonhos e reunir antipatias.
Quando a pessoa acaba falando verdades que não deveriam ser ditas, por motivos de conflito existencial.
Um vazio com razão indefinida, mas do tamanho do mundo. O meio sorriso ja não convence mais. Fingindo que gosta das coisas para agradar, mas não sendo agradada por ninguem.
Já se acomodou, mesmo sabendo que isso é ruim. Não corre atras de nada, não liga pra ninguem. Lhe falta estímulo. Lhe falta um abraço no meio da tarde. Lhe falta um beijo no rosto. Lhe falta amor.
Já se acomodou, mesmo sabendo que isso é ruim. Não corre atras de nada, não liga pra ninguem. Lhe falta estímulo. Lhe falta um abraço no meio da tarde. Lhe falta um beijo no rosto. Lhe falta amor.
sábado, 5 de março de 2011
Segunda feira.
Quando eu te peço um pouco é porque eu quero tudo que pode me dar.
Quando eu te peço pra esquecer é porque eu quero te fazer lembrar de tudo que passou.
Quando eu te digo que eu não penso é porque eu não paro de pensar.
Quando eu tento me esconder é porque eu só quero te mostrar o que eu ainda sou.
Quando eu te peço pra esquecer é porque eu quero te fazer lembrar de tudo que passou.
Quando eu te digo que eu não penso é porque eu não paro de pensar.
Quando eu tento me esconder é porque eu só quero te mostrar o que eu ainda sou.
Forever alone.
As ruas estão vazias e o céu da cor do asfalto. Mas se você forçar os olhos, dá pra ver no fim da rua uma melancolia ambulante com um guarda-chuva amarelo.
terça-feira, 1 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Eu tenho mais é que chorar mesmo.
Antes que eu exploda e os meus pedaços virem lágrimas. Ou antes que a tristeza me corroa o coração que ja não é dos bons.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
2011

"All my life I've been searching for something
Something never comes never leads to nothing
Nothing satisfies but I'm getting close
Closer to the prize at the end of the rope
All night long I dream of the day
When it comes around then it's taken away
Leaves me with the feeling that I feel the most
The feeling comes to life when I see your ghost"
Confirmado. Me segura, Roberto.
friday night.
- Faz tempo que não me sentia assim.
- Assim como?
- Assim, com vontade de nada.
- Não se pode ter vontade de nada. O nada anula a vontade.
- ....
- Exemplifique
- Vontade de colocar um moletom velho, uma blusa velha, uma meia velha e ver filme velho.
- Entendo...
- Assim como?
- Assim, com vontade de nada.
- Não se pode ter vontade de nada. O nada anula a vontade.
- ....
- Exemplifique
- Vontade de colocar um moletom velho, uma blusa velha, uma meia velha e ver filme velho.
- Entendo...
Antigamente até que era legal, mas hoje em dia perdeu a graça.
"Eu já sei que meus amigos não gostam de pensar.
Me traz um vídeo game pois não gosto de dançar.
Quanto mais o tempo passa eu quero que alguém me tranque no meu quarto pra eu não infectar ninguém..."
2ois
Me traz um vídeo game pois não gosto de dançar.
Quanto mais o tempo passa eu quero que alguém me tranque no meu quarto pra eu não infectar ninguém..."
2ois
Sem armas e artifícios.
Tenho que aprender a não usar o sarcasmo como defesa. Disseram que afasta as pessoas.
Eu ja sou originalmente um repelente de gente, acho que o sarcasmo é só mais um dos meus defeitos que você odeia. Defeito esse que aliás, não se dava muito bem com toda essa sua carência e apelo por atenção.
Veja tudo isso como uma crítica construtiva, por favor.
Nada pessoal.
Eu ja sou originalmente um repelente de gente, acho que o sarcasmo é só mais um dos meus defeitos que você odeia. Defeito esse que aliás, não se dava muito bem com toda essa sua carência e apelo por atenção.
Veja tudo isso como uma crítica construtiva, por favor.
Nada pessoal.
Ciúmes de coisas que não me pertencem,
saudade de coisas que nunca aconteceram, medo de morrer de tristeza, tristeza por morrer de medo.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Real.
Pega esse livro e lê. É sobre uma menina que transforma qualquer coisa em tristeza.
Mas lê tomando vodka pura. Vai fazer mais sentido.
Mas lê tomando vodka pura. Vai fazer mais sentido.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Análise.
Sentei na cadeira e falei. Falei sobre como me tornei uma fraude e de como o calor de São Paulo tem se tornado insuportável. Da minha mania de enrrolar cabelo e de mexer em canetas.
Ele balançou a cabeça e disse: 'Ja deu nosso horário'.
Ele balançou a cabeça e disse: 'Ja deu nosso horário'.
sábado, 29 de janeiro de 2011
let it go.
Complicado essa coisa de desapego. Hora fácil, hora mais difícil do que cortar sua própria mão.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
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