segunda-feira, 30 de julho de 2012

Qual a boa do relógio?

O mesmo relógio que me desperta às 7 da manhã, caminha impiedosamente em direção às 4 da tarde quando se instala a falta do que fazer misturada com o telefone em silêncio.

Detalhes fatídicos.

Uma vez deitei no chão do quintal por volta das 15h. Bem quando o sol ocupava metade do azulejo vermelho. Outra vez sentei no patente do portão e abracei minhas pernas querendo abraçar qualquer outra coisa ou alguém. Teve também um dia em que não preguei os olhos de tanta ansiedade.
Todas essas vezes por vezes quis de volta.
Mas sabe como é...










Não dá.

Carta para seja lá quem for.

Olha, ta foda. Tenho escrito pedidos de socorro no espelho do banheiro ao sair do banho, e observado ele desaparecer com a dissipação do vapor. Tenho olhado pra frente querendo olhar pra trás. Tenho brincado com a comida antes de comer e deitado na cama antes do sono vir. Em cada canto do quarto tem  respostas sem perguntas. Como no livro. A mesma música em um repeat eterno, a mesma frase no texto todo, as mesmas fotos na parede. A abreviação do ser em tempo real.
Alguém por favor me mostra outro jeito de ver a vida. Me pega pela mão e me cuida.
Aqui quem fala é uma melancólica (in)curável.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Veracidade.

Dei graças pela conversa se dar na penumbra. Poupando-me de desviar meu olhar do teu, evitando o constrangimento que uma revelação indevida proporcionaria. A maquiagem já não mais como no início da noite. denuncia um fim familiar.
Se deu conta de que nada mais parece legítimo.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Reza pra não chover.

Confiante estava ao ver a previsão do tempo. Nem lhe passara pela cabeça os desgostos de dias atras. A velha mania derrotista que lhe sentava aos ombros decidiu tirar folga e esses dias de calor confundem.
Toda essa rotina otimista, é tudo muito inédito.