sábado, 30 de outubro de 2010

07:42

Daqui a pouco faço meu café bem forte, sento na frente da TV e faço uma cara de quem não sabe o que quer.
Será que ainda sente?
Algum dia sentiu?
Aquele som era eu me enganando e voltando atras.
Sabe a minha rua? Desce ela toda e me espera lá no final.
Tenho umas coisas pra te perguntar. Leva o teu abraço, eu vou precisar dele.

Café com Los Hermanos.

"Põe mais um na mesa de jantar, porque hoje eu vou praí te ver.
E tira o som dessa TV pra gente conversar.
Diz pro Bambo usar o violão.
Pede pro Tico me esperar.
E avisa que eu só vou chegar no último vagão."

Não.

Não adianta. Eu não gosto de Legião Urbana. Não sei refletir sobre a vida como um todo, generalizando tudo como um padrão. Não gosto que falem que eu não sei de nada só porque não me baseio no ponto de vista de uma pessoa.

Desculpa, senhor senso comum.

O que eu sei dá pra me virar.
E o que eu sei?

Eu sei que eu nunca vou ser conhecedora de tudo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O que eu tenho?

As pessoas me usam e me trocam assim como se eu fosse uma roupa.
O que eu tenho? Uma etiqueta no pescoço dizendo 'lavagem a seco' ou é um prazo de validade mesmo?

Porra...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sou uma grande apreciadora de coisas que te fazem sair da rotina. Pessoas que te fazem sair da rotina. Você simplesmente acorda no outro dia e vê que ontem não foi igual aos outros dias. Você, meu querido, você não pensou em pessoas que costumava pensar. Não sentiu coisas que costumava sentir. E sabe? Você se sente muito bem com isso.




experiências.

Se você não experimenta certos sentimentos, você não vai poder falar depois que existem uns que te fazem sentir dores em lugares nunca imaginados.
Mas puta merda... as vezes eu não queria ter experimentado esse.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Preguiça de viver.

A vontade é deitar na cama e assistir todos os filmes do mundo.
A vontade é esquecer que tem um mundo lá fora.
A vontade é esquecer que existem pessoas lá fora.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Imagina só.


Imagina só se fosse tão fácil assim. Simplesmente apagar. Metade das músicas depressivas não fariam mais sentido. Poetas não escreveriam mais sobre como eles sofrem, pois não haveria sofrimento. Seria fácil demais, as pessoas não evoluiriam assim. Não haveria mais a doce apreciação da dor. E eu confesso, que de tanto que eu tenho feito isso, adotei como uma espécie de passatempo.
Mas as vezes eu queria que existisse. Ah, queria sim...

sem sono,

sem vontade, sem dinheiro, sem dignidade, sem alegria, sem cerveja, sem risada, sem nada.

Coisas que só quem mora aqui sabe.

bang bang,

sexta-feira, 1 de outubro de 2010